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“Sacrifício – Sangue, Lágrimas e Suor”, de Plutonio, é disco de platina


O álbum Sacrifício – Sangue, Lágrimas e Suor, de Plutonio, é o primeiro em Portugal, editado apenas em formato digital, a atingir o galardão de Platina.
A obra foi editada no dia 22 de novembro, em formato digital, e vendeu mais de 15 mil unidades.
Com produção executiva de Ben “RYU” Miranda e Richie Campbell, o álbum conta com uma equipa “all star” de produtores portugueses, entre eles Sam The Kid, DJ Télio, DJ Dadda, Prodlem, Twins, Zlatnem e Lhast. Na track list temos os singles “Meu Deus” e 1 de Abril” (3PL); “Somos Iguais” (2PL); “Vergonha na Cara” (PL) e “Lucy Lucy” (PL).
“Sacrifício – Sangue, Lágrimas e Suor” foi apresentado, ao vivo em concertos esgotados, no dia 14 de fevereiro, no Coliseu de Lisboa e, no dia 21 e 22 de do mesmo mês, no Hard Club, no Porto.

Sacrifício tem como subtítulo Sangue, Lágrimas e Suor e remete para as realidades em que vive: “Sangue tem a ver mais com a realidade de rua, com a realidade mais pesada, o lado de bairro, o lado das vivências de periferia, e que tem a ver com criminalidade e essas coisas que vivenciei [quando era] mais novo. Lágrimas tem a ver com a parte mais introspectiva, com temas mais relacionados com amor e família, com os meus sentimentos. Suor tem a ver com ultrapassar todas as situações más e transformar em algo de bom.”
Há ainda um detalhe que Plutonio insiste em explicar. O novo álbum é dedicado ao rapper Chullage que, em 2001, se estreou com o álbum Rapresálias e que tinha o mesmo subtítulo Sangue, Lágrimas e Suor. “É o meu rapper preferido do hip hop português. (…) Foi o primeiro rapper que ouvi a falar de coisas com que eu me identificava, coisas que eu vivia dentro de casa, no meu bairro. Ele despertou-me vontade de fazer rap também”, contou.
Sabendo que tem centenas de seguidores, em particular um público muito jovem, Plutonio tenta encontrar um meio-termo entre a liberdade artística e o sentido de responsabilidade pelo impacto nos outros. “Continuo a fazer as músicas da mesma maneira, mas lembro-me de que a música pode servir como forma de incentivar jovens e pessoas mais desfavorecidas ou que têm as condições todas para vencer na vida, mas não estão motivadas”, disse.
Fonte: Bantumen

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